
Os responsáveis pela ação alegam que o Facebook intercepta estas mensagens sistematicamente para recolher dados dos usuários e lucrar ao compartilhar o que consegue com empresas de propaganda que agregam dados.
Por isso, a ação exige o pagamento de US$ 100 (cerca de R$ 230) por dia para cada dia em que o Facebook realizou as supostas violações de privacidade, ou US$ 10 mil (quase R$ 28 mil) por cada usuário.
O Facebook, por sua vez, afirmou que as acusações “não têm mérito”.
“Vamos nos defender vigorosamente”, informou a maior rede social do mundo.
Pesquisa independente
O processo cita uma pesquisa independente que alega ter descoberto que o Facebook analisa o conteúdo das mensagens privadas dos usuários “para propósitos não relacionados à facilitação da transmissão da mensagem”.
Segundo o processo, pelo fato de os usuários acreditarem que estão “se comunicando em um serviço livre de vigilância, é provável que eles revelem fatos sobre eles mesmos que não revelariam se soubessem que o conteúdo estava sendo monitorado”.
“Assim, o Facebook se posicionou de forma a adquirir partes dos perfis dos usuários que provavelmente não estariam disponíveis para outros agregadores de dados.”
Mas, nem todos criticam a postura do Facebook ao examinar as mensagens privadas dos usuários.
O especialista em segurança Graham Cluley escreveu em seu blog que se o site não examinasse os links compartilhados nestas mensagens, o Facebook estaria fracassando no “dever de cuidar” dos usuários.
“Se você não analisa de forma apropriada e checa links, então há um risco muito real de que spams, golpes, ataques do tipo phishing e URLs de conteúdo criminoso criado para infectar os computadores com malware possam aumentar.”
Políticas de privacidade
Esta não é a primeira vez que o Facebook é criticado devido às suas políticas de privacidade.
Em setembro de 2013, a rede social foi criticada devido a uma proposta de mudança em sua política que iria permitir que propagandas fossem criadas usando nomes e fotos de perfil dos usuários.
A companhia alegou que esta proposta apenas tornava mais clara a linguagem de sua política de privacidade e não fazia nenhuma mudança concreta nesta política.
O Facebook prometeu mudar as palavras de sua política de privacidade depois que um processo de 2011 resultou no pagamento de US$ 20 milhões para indenizar usuários que alegaram que seus dados foram usados pela rede social sem que eles tivessem dado permissão explícita para isso.
Fonte: BBC Brasil
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