
O goleiro e Macarrão passaram mais de uma hora na Polinter e foram levados de carro para a Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, onde Bruno negou todas as acusações feitas por seu primo à polícia, anteontem. Com o semblante fechado, o atleta não esboçou sentimentos ao sair da Polinter. Já Macarrão estava abatido. Os dois seriam transferidos para Belo Horizonte – onde se concentram as investigações sobre o crime. Michel Assef disse que pedirá habeas corpus para o jogador.
No dia anterior, o menor afirmou no depoimento que Eliza foi sequestrada no Rio e morta em Contagem (MG). “O depoimento é sólido. Bruno está indiciado como mandante do sequestro e os outros dois, como executores”, disse o delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios.
No depoimento, o menor também disse que Bruno foi ao sítio de sua propriedade, em Esmeraldinas (MG), aonde Elisa foi levada após ser sequestrada, e disse para Macarrão e Sérgio Rosa resolverem o problema. Duas horas depois, o goleiro foi embora.
No dia seguinte, Macarrão, Sérgio e o adolescente levaram Eliza e o bebê dela a um sítio em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, onde encontraram Marcos Aparecido dos Santos. Segundo o menor, o homem amarrou os braços de Eliza com uma corda e deu uma gravata que a sufocou.
Depois, o garoto disse ter visto o homem passar carregando um saco em direção a um canil com quatro rotweillers. Nenem teria lançado uma mão da ex-amante de Bruno para os cães. E os ossos teriam sido concretados. Nesta quarta, a polícia fez buscas no sítio durante várias horas com a ajuda do garoto.
O 1º Tribunal do Júri de Contagem determinou a prisão temporária por 30 dias de sete suspeitos. Além de Macarrão e Bruno, foram presos Dayane Souza, mulher do goleiro, e Sérgio Rosa Camelo, primo do atleta. Outros três suspeitos – Flávio Caetano de Araújo, Wemerson de Souza, o Coxinha, e Elenilson da Silva – continuavam foragidos. A Justiça mineira ainda determinou a internação provisória do adolescente. Outro investigado, Cleiton Gonçalves – que teria entregado o corpo de Eliza a um traficante para ser desovado – se safou.
Durante boa parte desta quarta, Bruno e Macarrão foram considerados foragidos. Policiais do Rio e de Minas fizeram buscas em mais de 15 endereços para prender os dois.
Bruno poderá ser condenado a até 17 anos de prisão por crimes investigados em dois inquéritos. Além do que apura o desaparecimento de Eliza, o atleta foi denunciado por lesão corporal e sequestro em outro inquérito, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, crimes que também teriam sido cometidos contra a jovem. A pena total, porém, pode chegar a 56 anos diante das suspeitas de homicídio triplamente qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver contra o atleta.
Redação do Espaço Notícias - 08 de julho de 2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário