Renan quer que julgamento dure, no mais tardar, 4 dias

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, hoje, prever que o julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, marcado para ter início no dia 25 de agosto, uma quinta-feira, levará quatro dias.

Ele sinalizou ainda que o julgamento deverá ser interrompido na sexta e retomado na semana seguinte, sem sessões no final de semana.

“Temos de otimizar ao máximo as sessões da quinta, sexta, da segunda e da terça de modo a, no mais tardar, em quatro dias concluirmos o julgamento. Ninguém aguenta mais essa delonga”, afirmou Renan ao chegar ao Senado.

No fim da manhã desta quarta, Renan tem uma reunião com líderes partidários do Senado e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, na qual serão acertados detalhes de procedimentos do julgamento do impeachment. De acordo com a lei, Lewandowski é quem vai presidir o julgamento.

Na semana passada, o plenário do Senado decidiu, por um placar de 59 votos a 21, que há provas suficientes para que Dilma seja julgada pela Casa.

Segundo apurou o G1, está sendo preparado o seguinte cronograma para o julgamento final: na quinta-feira (25) e na sexta-feira (26) os senadores deverão ouvir as três testemunhas da acusação e as seis da defesa.

O julgamento deverá ser interrompido no sábado (27) e no domingo (28). Depois disso, na segunda-feira (29) o julgamento será retomado com o depoimento de Dilma Rousseff, caso ela decida comparecer ao Senado. Senão, será lida uma manifestação da petista pelo seu advogado, o ex-ministro José Eduardo Cardozo. Depois, acusação e defesa vão debater o processo. Cardozo não quis antecipar se a presidente afastada vai comparecer ao julgamento final.

Na terça-feira (30), os senadores deverão fazer a última discussão sobre o processo. A votação final aconteceria após a discussão entre os parlamentares. Dependendo da duração dos debates, a votação em si pode acontecer na quarta-feira (31), e não no dia anterior.

Para Dilma ser afastada definitivamente, são necessários os votos de pelo menos 54 senadores. Caso contrário, o processo será arquivado e a petista reassumirá a Presidência da República.

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