De acordo com a Veja, assim que a polícia chegou à Vila Olímpica, ficou sabendo que o medalhista Ryan Lotche já deixou o país. Jimmy Feigen ainda estaria no Rio, mas em outro hotel, separado do resto da delegação. Gunnar Bentz e Jack Conger, de acordo com o Globo Esporte, permanecem no Brasil.
A decisão da juíza Keyla Blank, do Juizado Especial do Torcedor e de Grandes Eventos, determina que os passaportes do atletas devem ser apreendidos até que o caso seja esclarecido.
De acordo com a versão dos atletas, eles foram assaltados na madrugada do domingo (14), quando voltavam de uma festa na Zona Sul do Rio. Eles teriam sido parados em uma falsa blitz por homens armados com pistolas, que roubaram suas carteiras. As credenciais e os celulares dos atletas não foram levadas.
Segundo o jornal O Globo, há muitas divergências no relato de Lochte e Feigan. Os únicos pontos de coincidência foi que não sabiam dizer ao certo o lugar onde o assalto ocorreu. Eles também não lembravam do modelo do táxi, e o motorista que teria levado os atletas até a Vila Olímpica não foi encontrado para prestar esclarecimentos.
Os questionamentos das autoridades aumentaram quando o jornal britânico Daily Mail divulgou imagens dos atletas retornando ao alojamento perto das 7 horas da manhã de domingo, cerca de três horas após o horário que eles supostamente saíram da festa.
As imagens mostram os atletas passando tranquilamente pelo detector de metais com todos os pertences como carteiras, relógios e celulares.
Segundo o G1, as investigações do caso seguem. Antes de deixar o Brasil, Lochte prestou depoimento na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). A polícia também busca reconstituir o trajeto feito pelos atletas de carro com o auxílio das câmeras de segurança da cidade.
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