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Metade das vagas das federais serão para cotistas

          O projeto de lei que regulamenta as cotas sociais e raciais foi aprovado no Senado. Agora, falta a sanção de Dilma.
          Se for realmente sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a lei que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais do país vai causar sérias mudanças nas três universidades federais do estado. Em Pernambuco, apenas a Universidade de Pernambuco (UPE), instituição estadual, e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) adotam o sistema de cotas.

          Nas duas maiores federais (UFPE e UFRPE), os alunos da rede pública podem solicitar um bônus de 10% em cima da nota do vestibular. Pela nova lei, 50% das vagas devem ser destinadas aos cotistas. Que serão escolhidos por critérios sociais e raciais. As universidades terão até quatro anos para implantar o formato, após a publicação no Diário Oficial da União.

          Opinião - A estudante pernambucana Fernanda Maria da Silva, de 20 anos, aprovou a novidade. “De uma certa forma, ela vai ajudar a reparar diferenças histórias entre as raças. Mas sei que muita gente não vai aceitar”, comentou a jovem, aluna da rede pública. Dayane Alves, de 17 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio da rede particular, discorda. “Acho a lei absurda. A pessoa tem que entrar na universidade porque teve nota para tal”, justificou.

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