Funcionalismo em greve para rodovias, atrasa voos e emissão de passaportes e faz outros protestos em vários estados para exigir reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
A demora do Governo em apresentar propostas às reivindicações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho causou, nesta sexta-feira (10), manifestações de servidores federais em greve em vários estados e aumentou a pressão sobre o Palácio do Planalto. Houve protestos em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Aracaju, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Manaus, Florianópolis e Salvador, com atrasos nos voos e na emissão de passaportes e congestionamentos nas estradas. Policiais rodoviários federais fizeram operação-padrão em vários estados, com fiscalização que bloqueou estradas e provocou quilômetros de engarrafamento. Em Betim, na Grande Belo Horizonte, policiais rodoviários intensificaram a fiscalização de veículos que passaram pelo posto da Fernão Dias. Entre as 07:00 e as 11:00 horas, a pista no sentido Belo Horizonte teve trânsito congestionado por 10 quilômetros.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Minas Gerais, Maria Inês Miranda, não foi feita distinção de veículos abordados, mas somente ocorrências corriqueiras. No primeiro dia da operação, na quarta-feira, 100 veículos foram parados e fiscalizados, sendo 80 multados. O destaque do dia foi a apreensão de um homem com mandado de prisão em aberto por homicídio.
Uma das principais reivindicações dos policiais é o aumento do efetivo e concurso para a área administrativa. Ainda consta nas demandas que o nível superior seja reconhecido pela carreira, além do recebimento de adicional noturno e de insalubridade. De acordo com a presidente do sindicato, 800 dos 9 mil policiais rodoviários federais do país trabalham em Minas.
Em Belo Horizonte, policiais federais saíram em passeata da sede da Polícia Federal (PF), no Bairro Gutierrez, até a Assembleia Legislativa. Eles carregaram caixões e coroas de flores, numa espécie de cortejo fúnebre, simbolizando a morte da categoria. O trânsito ficou lento na região, porque manifestantes fecharam uma das pistas da Avenida Raja Gabaglia. Na sede do Legislativo mineiro, manifestantes se reuniram com parlamentares em busca de apoio para a paralisação da categoria, iniciada na terça-feira.
O movimento dos servidores também causou enormes filas no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, estado de São Paulo, uma passeata de 10 mil pessoas no Centro do Rio de Janeiro, estradas bloqueadas na Bahia e suspensão da emissão de passaportes em delegacias da PF. Atrasos nos voos ocorreram também em Curitiba, Porto Alegre e Recife, onde os passageiros chegaram a esperar uma hora e meia para decolar.
Professores - Nesta quinta-feira, o Ministério da Educação informou aos reitores das universidades federais que não haverá mais negociações com os professores, que estão em greve desde 17 de maio. O comando de greve da categoria não se manifestou sobre a posição do Governo.

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