Ela é simplesmente a única mulher que comanda uma seleção no voleibol feminino dos Jogos. Uma das únicas, aliás, entre os esportes coletivos.
A situação é para lá de curiosa. Afinal de contas, uma mulher é capaz de entender situações no esporte e no corpo feminino como nenhum homem seria capaz.
Ainda mais quando esse alguém já tem um ouro olímpico no currículo. Como jogadora, Lang Ping subiu ao posto mais alto do pódio nos Jogos de 1984, em Los Angeles. Até por isso, ela é uma estrela na China. Chegou até a se mudar para os Estados Unidos na tentativa de ter uma ‘vida mais normal', sem ser tão reconhecida nas ruas.
E, contra o Brasil, ela mostrou tudo que entende de voleibol. Não por menos, foi considerada uma das principais responsáveis pela classificação da equipe às semifinais.
Depois do primeiro set desastroso contra a seleção brasileira, não teve medo de trocar a dupla de levantadora e oposta. Ganhou a segunda parcial e, ainda sim, trocou de novo, colocando uma ponteira e uma meio de rede diferentes em quadra.
No fim, Changning Zhang e Xiotong Liu, que saíram do banco, acabaram como a segunda e a terceira maiores pontuadores da equipe, com 15 e 9 pontos respectivamente.
Com um grupo jovem e promissor em mãos, Ping tem uma relação bem mais próxima às suas atletas, sem nunca gesticular muito exageradamente à beira de quadra. E isso vem dando certo.
Ela parece ter o time nas mãos e, nesta quinta-feira, diante da Sérvia, às 22h25 (de Brasília), vai em busca de um lugar na decisão.
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