Bem antes de começar a Olimpíada, o órgão previa que o Brasil colecionaria entre 22 e 30 medalhas, saldo que o colocaria certamente no top 10. Com 19 medalhas, ficamos a somente três do Canadá, exatamente o 10º colocado no ranking. Se nos surpreendemos positivamente em modalidades pouco faladas antes dos Jogos, como o tiro esportivo, o salto com vara masculino, a maratona aquática e a canoagem de velocidade, outras, que eram carro-chefe da delegação brasileira, decepcionaram.
QUEM DECEPCIONOU?
Antes das Olimpíadas terem início no Rio de Janeiro, esportes como vôlei, de quadra e da praia, futebol, vela e judô eram bastante esperados no pódio pelo Brasil. Modalidades como handebol e tênis, embora nunca antes tivessem rendido medalhas ao país, encontravam-se em boa fase e também poderiam ser consideradas favoritas à glória olímpica.
Se o vôlei masculino, tanto nas areias quanto no Maracanãzinho, brilharam com dois ouros, por outro lado as mulheres tiverem grandes baques. Nas quadras, o time bicampeão olímpico comandado por José Ricardo Guimarães foi eliminado precocemente nas quartas de final pelas chinesas, que sairiam do Rio com o ouro. Nas areias, Larissa e Talita, dupla líder do circuito mundial, terminaram apenas em quarto lugar e fora do pódio.
Após ótimo começo, Melo e Soares ficaram a um jogo da disputa da medalha, já que foram eliminados ainda nas quartas de final para os romenos Florin Mergea e Horia Tecau. Surpresa positiva nas simples, Thomaz Bellucci esteve próximo de bater Rafael Nadal e avançar à semifinal, porém seu desempenho encheu o país de orgulho. Ainda que sem medalhas.
Ora, de todas as modalidades citadas em nossa "suposição", certamente o Brasil tinha chances reais de conquistar, ao menos, três medalhas a mais para somar no quadro de medalhas do Rio 2016. Assim ultrapassaria o Canadá, exatamente o 10º país no ranking olímpico, em número de medalhas.
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