Em um meio predominantemente masculino, Simone garante que o apoio do público feminino foi fundamental para levar a dupla, que deixou de ser backing vocal do cantor Frank Aguiar, ao sucesso. “Mulher, para gostar de outra mulher, é complicado. Nós somos muito amadas pelas mulheres, as fãs têm um amor muito grande por nós, choram, passam mal quando chegamos perto, tatuam os nossos nomes… Elas se identificam com o nosso sonho, com a nossa música, com as nossas letras, com o nosso modo de se vestir. A gente não vende personagem. O que a gente é em casa, é no palco, e isso faz com que elas nos amem. Esse é um meio muito machista, mas a gente conseguiu entrar. Depois que lançamos a carreira solo, muitas cantoras saíram das bandas de forró e montaram projeto solo. Nós fomos um espelho e elas viram que deu certo”, contou. Atração de festas em cidades como Alagoinhas e Cruz das Almas neste sábado (20), além de Amargosa no próximo domingo (21), Simone não escondeu o carinho que sente pelo povo baiano.
“É maravilhoso tocar na Bahia, é um dos nossos maiores fã-clubes. A gente sempre fica muito feliz quando chega a notícia de que vamos tocar aí, é motivo de alegria. Nós somos baianas e entrar na Bahia como nós entramos, com tanto amor e carinho é muito bom. Aí, a gente sabe que o público vai comparecer, que vão lotar a casa, vão cantar as nossas canções. Isso é muito importante para a nossa carreira”, comentou. Simone relembrou, ainda, o período do São João de 2014, em que estava grávida. “Eu tive que sair dos palcos por um mês antes do bebê vir para repousar e fiquei preocupada com a Simaria cantando lá sozinha. Eu consegui ir até os oito meses, descia até o chão, não estava nem aí, e a maior alegria é que meu filho está cheio de saúde. Se essa vida não fosse tão maluca, já teria outros”, revelou. Em Salvador, As Coleguinhas se apresentam na próxima terça-feira (23) no Terreiro de Jesus, no bairro do Pelourinho, a partir das 22h.
Fonte: Bahia Notícias
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