Diante da aprovação do texto principal na semana passada e com a votação das emendas no plenário da Câmara dos Deputados, os sindicalistas resolveram se juntar aos movimentos populares, em meio a paralisações de todas as categorias filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), CTB, NCST, Intersindical e CSP Conlutas. Além do DF, ocorrem ou ocorreram atos e paralisações em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo. A previsão é de que manifestações ocorram durante todo o dia no país.
Em São Paulo, a interdição na pista expressa da Rodovia Anhanguera, que liga a capital ao interior do estado, causou um nó no trânsito. Segundo a concessionária AutoBan, um grupo de 100 pessoas chegou a ocupar todas as faixas no sentido capital paulista, por volta das 7h, e colocou fogo em pneus. Os manifestantes fazem parte do Movimento Luta Popular e são moradores da Ocupação Esperança.
Na Via Anchieta, um protesto causou um bloqueio na pista marginal, sentido litoral, na altura do quilômetro 15. A Ecovias, concessionária que administra a rodovia, informou que os motoristas são desviados para a pista central, no quilômetro 13. A Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, teve o tráfego bloqueado na pista marginal, altura da cidade de Guarulhos, até as 6h30. O trânsito foi parado por 30 minutos, o que causou lentidão na chegada à Marginal Tietê, na capital paulista.
Em Contagem, na Grande Belo Horizonte, cerca de 400 pessoas, segundo organizadores, participam do protesto contra a regulamentação da terceirização. O grupo é formado em sua maioria por metalúrgicos. Os manifestantes fecharam por cerca de uma hora o cruzamento da Avenida Amazonas com a BR-381, liga Minas Gerais a São Paulo. O próximo ato está marcado em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobras, em Betim, também na Grande BH.
Fonte: Correio Braziliense
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