“Foi um som monstruoso, como se demônios tivessem descido das montanhas”, disse Khile à Reuters, com uma bandagem que cobria metade de seu rosto.
Como centenas de outras vítimas do terremoto, o rapaz de 20 anos estava esperando por tratamento do lado de fora do superlotado hospital da Faculdade de Medicina de Catmandu.
O guia montanhista recordou do momento em que ele havia acabado de servir almoço a um grupo de alpinistas estrangeiros em um acampamento na altitude, quando ele ouviu o rugido vindo da encosta. Segundos depois, uma vasta nuvem de neve e pedregulhos tomou o lugar de assalto e ele permaneceu desmaiado por, estima Khile, cerca de uma hora.
Um time de médicos o encontrou sangrando na neve com um ferimento na cabeça. Khile recebeu uma bandagem e foi levado para ser abrigado em uma barraca pertencente a um grupo de excursão chamado Seven Summit.
Khile era um dos cerca de 1 mil alpinistas e guias sherpa no Everest quando a primeira avalanche atingiu-os e consolidou este que é o maior desastre na montanha mais alta do mundo.
Fonte: AFP
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