O governador Nixon assinou uma ordem executiva para mobilizar as forças de reserva dos EUA, dizendo que manifestantes haviam lançado coquetéis molotov e atirado contra a polícia, assim como contra um civil, uma descrição que diverge de relatos de algumas testemunhas oculares.
“Esta noite, um dia de esperança, orações e protestos pacíficos, foi prejudicada por atos violentos criminosos de indivíduos criminosos organizados e crescentes em número, muitos de fora da comunidade e do Estado, cujas ações estão colocando os habitantes e o comércio de Ferguson em risco”, disse Nixon em comunicado em seu site.
Um toque de recolher à meia-noite foi imposto pelo segundo dia em St. Louis, onde tem havido manifestações de cunho racial, violência e saques desde que Michael Brown, de 18 anos, foi morto a tiros em 9 de agosto pelo policial branco Darren Wilson.
Ao anoitecer de domingo, centenas de manifestantes em Ferguson, incluindo famílias com crianças, fugiram após policiais com máscaras de gás e proteção terem disparado gás lacrimogêneo e bombas de fumaça para dispersar as pessoas antes do toque de recolher entrar em vigor.
“As bombas de fumaça vieram sem provocação”, disse Anthony Ellis, de 45 anos. “(O protesto) foi liderado por crianças de bicicleta. De repente você ouve ‘Vão para casa, vão para casa!’”.
A Patrulha Rodoviária de Missouri disse que os “agressores” estavam tentando se infiltrar em um posto de comando da polícia e que veículos blindados foram deslocados para garantir a segurança pública.
O capitão rodoviário Ron Johnson disse em uma coletiva de imprensa durante a noite que “coquetéis molotov foram jogados, houve tiroteios, saques, vandalismo e outros atos de violência que claramente parecem não ter sido espontâneos”.
Fonte: Reuters
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