Renan Calheiros é eleito novo presidente do Senado

O senador Renan Calheiros (PMBD) foi eleito, nesta sexta-feira, o novo presidente do Senado. Ele concorria com Pedro Taques (PDT), e obteve 56 dos 78 votos. O adversário teve 18 votos, dois senadores anularam e outros dois votaram em branco.
No seu primeiro discurso após ser eleito, Renan Calheiros fez questão de destacar a atuação do ex-presidente da Casa, José Sarney. “Faço uma deferência especial ao presidente José Sarney, um visionário cuja história política é única. Foi ele que nos conduziu da escuridão da ditadura para a luminosidade democrática, legalizando partidos, a liberdade sindical e banindo a censura do Brasil.”
Renan também defendeu a modernização do Senado. “Temos agora a oportunidade de aprofundar a mudança de costumes e práticas. O Senado precisa se modernizar, se abrir ainda mais para a modernidade.”
Defesa da ética
Em seu discurso ao plenário, antes da votação, o candidato do PMDB à presidência do Senado não fez referência às denúncias de corrupção que tem enfrentado nos últimos dias. Ao final dos 20 minutos que teve para defender a candidatura, ele limitou-se a dizer que o Senado aprovou com celeridade a Lei da Ficha Limpa e que a ética é uma obrigação e responsabilidade de todos os parlamentares.
Renan Calheiros assumiu, em seu pronunciamento, o compromisso de defender a liberdade de expressão e prometeu impedir o prosseguimento de qualquer proposta que signifique tolher esse direito.
Por ser candidato, Taques foi o penúltimo a discursar, antes de Renan. Admitindo a derrota iminente, o senador discursou e se comparou ao herói da Pátria Tiradentes e ao ex-senador Ulysses Guimarães. Taques também lembrou do abaixo-assinado que circula há quase uma semana na internet e que já recolheu 300 mil assinaturas contra a eleição de Calheiros. O pedetista alfinetou o adversário e os senadores que defenderam a eleição de Renan.

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