Fricks, que tinha acabado de se formar no curso de Administração de Empresas, morreu na noite de sábado no Hospital das Clínicas de Porto Alegre, segundo a Secretaria de Saúde da região.
O jovem tinha ido à festa em companhia de sua namorada, Jéssica Duarte, de 20 anos, que permanece internado no Hospital Cristo Redentor de Porto Alegre, informou o jornal “Zero Hora”.
97 feridos ainda continuam hospitalizados, segundo o último balanço divulgado pela Secretaria de Segurança, que também informou que 16 pacientes tiveram alta desde a tarde de sábado.
Dos hospitalizados, 35 estão internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) respirando com a ajuda de aparelhos.
O boletim, que recolhe informações recopiladas pelo Ministério da Saúde e as autoridades regionais, não especifica o número de feridos graves que respiram naturalmente.
O incêndio ocorreu no último domingo durante uma festa universitária que era realizada na boate Kiss, e foi causado, aparentemente, pelo uso de um sinalizador durante um show.
O fogo se espalhou rapidamente pela espuma usada como isolante acústico do teto, que em contato com as chamas gerou cianureto, substância tóxica causadora da maioria da mortes, segundo a polícia.
O Governo dos Estados Unidos doou 140 doses de um remédio intravenoso chamado “Cyanokit”, que serve como antídoto ao cianureto, que chegaram no sábado a Porto Alegre e Santa Maria, cidades onde estão hospitalizadas a maior parte das vítimas.
Entre os hospitalizados também há 20 feridos com queimaduras graves, que estão recebendo transplante de pele, parte do material doada pelo Argentina e Chile.
Na noite de sábado foi realizada uma missa em memória das vítimas que reuniu cerca de 4 mil pessoas na basílica de Medianeiras de Santa Maria, segundo cálculos dos meios de imprensa locais.
Neste domingo, foram realizados cultos religiosos em um parque de Porto Alegre e no Rio de Janeiro, onde o arcebispo Orani João Tempesta celebrou uma missa aos pés do Cristo Redentor.
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