A Federação Nacional de Escolas Particulares (Fenep) entrará na justiça caso a lei seja sancionada.
A nova Lei das Cotas, aprovada na última terça-feira pelo Senado, ainda promete gerar muita polêmica até ser sancionada, sobretudo entre alunos e representantes de escolas particulares. A Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) já se posicionou contra o projeto que prevê a reserva de 50% das vagas de todos os cursos das universidades federais para estudantes que cursarem o ensino médio em escolas públicas. Para os críticos, a legislação seria uma espécie de compensação à baixa qualidade do ensino oferecido nos estabelecimentos públicos de educação do país e depreciaria a excelência do ensino superior gratuito. Em Pernambuco, a possibilidade de sanção da lei ainda no fim deste mês foi recebida com surpresa e revolta por parte de estudantes e professores.
Caso seja sancionada até o fim de agosto pela presidente Dilma Rousseff, as universidades terão que reservar, no mínimo, 12,5% das vagas para os cotistas ainda no vestibular do fim do ano. Em quatro anos, o percentual deve subir para 50%. O novo texto também prevê a destinação de cotas para alunos negros, pardos e índios, de acordo com a porcentagem das etnias nos estados.
Para o diretor executivo do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe/PE), Arnaldo Mendonça, a nova lei não resolveria o problema da educação no país. “É uma espécie de paliativo. O real problema é a qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas. É mais fácil e mais barato você garantir a vaga dos alunos do que prestar educação de qualidade”, afirmou.
O sindicato irá aguardar a lei ser sancionada para decidir qual medida legal irá adotar.
Para o estudante de um colégio particular, Gustavo Santos, de 17 anos, muitos alunos irão entrar, mas não sair das universidades. “Eles entram sem base e não conseguem completar o curso. O certo seria dar educação de qualidade para colocá-los em pé de igualdade.”

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