Pediatra do HDM/IMIP alerta pais para os riscos que crianças podem sofrer com queimaduras e inalação de fumaça nas festas juninas


   A chegada do São João traz um antigo risco para a saúde das crianças: as queimaduras ocasionadas pelo manuseio de fogos de artifício ou proximidade com fogueiras. Além disso, a inalação de fumaça também é um fator que traz preocupação.
   A médica pediatra do Hospital Dom Malan/Gestão IMIP Tatiana Cavalcante traz algumas dicas de como curtir os festejos juninos de forma responsável e sem colocar em risco a saúde das crianças.
   “Como sabemos, no período das festas de São João aumenta a quantidade de crianças com queimaduras. Os pais ou cuidadores não devem permitir de maneira alguma o manuseio com fogos (com exceção para o ‘traque de massa’) e a chegada próxima a fogueiras”, alerta a médica.
   Em caso de queimaduras a pediatra explica que não se deve colocar nada em cima do ferimento.
   “Tem gente que coloca manteiga, óleo, pó de café, pasta d’água, mas não se deve fazer isso. A criança que sofreu queimadura deve ser levada ao serviço de emergência hospitalar para que um pediatra avalie o grau da lesão e prescreva a medicação correta“, disse.
   Porém, segundo a médica, os pais podem dar às crianças analgésicos que elas já estejam acostumadas a usar, como paracetamol e dipirona. “Isso para alívio da dor. Eles também devem como medida imediata, lavar o local queimado com água corrente limpa e fria”, completou.
   Em relação à proximidade das crianças com as fogueiras, a médica alerta:  “Crianças que ficam muito próximas às fogueiras podem apresentar principalmente problemas respiratórios, como tosse e falta de ar. Problemas oculares, como lacrimejamento, ardência, desconforto, irritação e em alguns casos, queimadura de córnea e pálpebra podendo levar até a cegueira”.
   Para os olhos a melhor opção é lavagem com água corrente ou soro fisiológico e no caso da inalação de fumaça os pais devem retirar a roupa contaminada da criança, lavar o corpo com água corrente e levar a um serviço de urgência para avaliação clínica e cuidados específicos”, explicou Tatiana Cavalcante.

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