Pernambuco: o pior do Brasil na geração de emprego

     Em fevereiro, Pernambuco foi, em números absolutos, o pior do Brasil na geração de empregos, mas teve o melhor saldo do Nordeste nos últimos 12 meses. É o que aponta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Comparando-se contratações e demissões, em relação a janeiro, houve uma redução de 3.844 assalariados com carteira assinada, o que representa uma queda de 0,3%. Entretanto, em comparação com os últimos 12 meses, foram geradas 89.527 oportunidades formais, significando um aumento de 7,52% no nível de emprego.
     Segundo o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, o desempenho negativo do Estado foi causado por fatores sazonais. “A indústria da transformação teve uma diminuição de 5.583 postos de trabalho, sendo 3.395 relacionados à fabricação de açúcar. O mesmo acontece com a agropecuária, que perdeu 1.819 empregos, sendo 1.329 ligados ao cultivo da cana-de-açúcar”, aponta.
     De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, as quedas foram causadas pelo início da entressafra na Zona da Mata Norte. “Lá, a safra começa mais cedo, em agosto, e costuma terminar em fevereiro. Na Mata Sul, a colheita vai até março, abril”, explica. “No entanto, esperamos moer 17,8 milhões de toneladas de cana, ante 16,8 milhões na safra passada, ou seja, um crescimento de 5,8%. E o custo da atividade se elevou em relação ao ano passado”, fala.
     Já o setor de serviços teve uma expansão de 0,62%, (3.291 postos), enquanto a Região Metropolitana do Recife registrou decréscimo de 283 ocupações formais (-0,03%). “Fevereiro é um mês complicado, por causa do Carnaval e dos dias a menos. Esse decréscimo é comum”, diz Guimarães.
     No Brasil, foram criados 150,6 mil postos de trabalho com registro em carteira, alta de 0,40% em relação ao estoque do mês anterior. É o quinto maior resultado da série, superando janeiro, quando foram abertas 118.895 vagas.

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